Sete Faces



Sábado, Janeiro 31, 2004


Coisas que eu ainda quero fazer na vida:

* Andar de trem
* Esquiar
* Ter uma familia bem grande
* Adotar uma criança
* Velejar por muitos dias
* Surfar
* Morar na França
* Falar espanhol
* Viajar só com uma mochila nas costas
* Conhecer 123 países
* Aprender a cozinhar
* Tocar violão
* Viver um amor bem lindo
* Estudar materias entediantes sem ficar entediada
* Escrever algo e ficar satisfeita
* Aprender a chorar sem me perder
* Desenhar bem
* Cantar alto
* Pilotar um avião
* Ter um jet ski
* Plantar um jardim
* Ter uma casa de praia
* Perdoar certas magoas
* Me perdoar
* Pular de para quedas
* Descer uma cachoeira
* Ter uma biblioteca em casa
* Odiar sanduiche do McDonnalds
* Enxergar sem oculos
* Ver o dia nascer no mar
* Ler o manual de instruções da minha camera
* Voltar a pintar
* Ter outro cachorro
* Andar num conversivel vermelho (ha-ham)
* Emagrecer aqueles cinco quilos
* Enfrentar agulhar sem medo
* Dançar direito
* Grafitar outro muro
* Rever alguns amigos
* Criar outras regras para viver


Não necessariamente nessa mesma ordem.

Maria Anita1:00 PM Comments:
Sexta-feira, Janeiro 30, 2004


Não seja covarde, minha querida. Apenas não seja covarde.

Maria Anita6:16 PM Comments:
Quarta-feira, Janeiro 28, 2004



"Dizem que se perde 21 gramas no exato momento de sua morte. O peso de uma pilha de moedas, uma barra de chocolate, um beija flor... e quem sabe, também da alma humana.- Quem vai ser o proximo?" Trailer do filme 21 gramas

Tenho medo desse 21 gramas perdido. Tenho medo de que ele seja apenas gases, ou peso morto feito pelo movimento do nosso sangue, das nossas células. Tenho medo que ele não seja bem o que pensamos que é.

Tenho medo que seja o peso de nosso sorriso e das nossas lágrimas. Que seja o peso do mundo quando o carregamos.

Tenho medo de que seja nossa energia vital, nossa luz e que uma vez apagada, fria, não reste mais nada.

Tenho medo de que sejamos apenas carne.

Tenho medo de fantasmas que nunca aparecem e de OVNIs que nunca vejo. Tenho medo do que ninguem me explica e que percebo.

Tenho medo de ficar muito triste e morrer. Tenho medo do coração que bate sempre, falhar.

Tenho medo do coração dos outros.

E da carne que é fraca, dos olhos que são frágeis, da pele que é fina.

Tenho medo do mundo que é feroz, das palavras que são crueis, da vida que é breve.

Tenho medo das coisas pequenas que atacam sem a gente ver e das grandes que atacam com a gente vendo.

Tenho medo dos monstros que nascem no escuro e são mais humanos que gostariamos.

Tenho medo dessas gramas que ninguem percebe e que fazem uma falta.

Tenho medo de quem será o proximo a perde-las.

Tenho medo do dia que não terei mais medo e serei livre de mim e desse mar de covardice eterna.





Maria Anita7:09 PM Comments:
Terça-feira, Janeiro 27, 2004


"Nossa tristeza mais irremediável é de nem menos saber onde é que perdemos nossa única oportunidade de sermos santos"
(Clarice Lispector)

Post conjunto com o Get me away

Quando foi mesmo?

Qual foi aquela ultima frase? O ultimo suspiro? Nosso ultimo momento juntas?

A inocencia e eu, quando foi que nos perdemos?

Que nos separamos?

Quando foi que perdi aquela ilusão que eu tinha?

Aquela certa doçura? Aquela felicidade barata?

Quando deixei de ser o que era para me tornar algo avesso?

O reverso, o espelho...

Quando...

Não me lembro. Será que faz tanto tempo assim?

Será que envelheci?

Será que piora, Doutor?




Maria Anita11:29 AM Comments:
Domingo, Janeiro 25, 2004


A fanta está com um site muito legal.

O Fanta Shokata

Nele você pode fazer uns filminhos toscos como esse.

Divertidissimo. Tem várias opções, além dos filmes que os caras do site fizeram.

have fun.


Fanta shokata


Maria Anita2:18 PM Comments:
Sexta-feira, Janeiro 23, 2004




Toda a honra de um povo.

Uma história pessoas que erraram e tiveram uma segunda chance.

Uma histórias sobre paz de espírito e determinação.

E o Tom Cruise continua lindo.



Vagabond é tudo que é selvagem, bruto e forte.

Sobre aprimoramento, coragem, amor.

Sobre um Japão que não existe mais.

Sobre pessoas que se tornaram lendas.

Sobre sangue derramado.

E se valeu a pena.

Variações sobre o mesmo tema, ambas as histórias são magnificas.

Compensa.

Maria Anita5:47 PM Comments:
Quarta-feira, Janeiro 21, 2004


"Quer ouvir uma história?" -Ele disse tão fraquinho.

"Quero"

"Havia um mundo em que todo o dia é carnaval. E todas as pessoas parecem ser felizes. Mas existem aquelas que não gostam do carnaval e o barulho da festa irrita seus ouvidos. Para algumas pessoas a vida inteira é um grande carnaval, mas ele é apenas um palhaço idiota que não consegue se acostumar com o som da música. E o palhaço um dia encontrou alguém que conseguiu fazer a festa mais divertida, mas ele sabia que a sua companhia fazia com que ela não pudesse aproveitar. E ele não quis mais brincar, não quis mais atrapalha-la, nem quis mais tentar. Ele só queria dormir. Dormir porque assim não haveria mais barulho, nem pessoas rindo, nem pessoas chorando, nem culpa, nem nada. Só dormir. E talvez, só talvez, quando ele acordasse a festa já houvesse acabado."

Eu não soube o que dizer. Talvez ele estivesse certo. Algumas pessoas não sabem dançar. Elas balançam-se em ritmo próprio, e nem por isso menos bonito. Era só por a melodia certa.

"Tudo bem, pode dormir, Pierrot. Eu estou aqui para quando você acordar."
E ele fechou os olhos e caiu em seu tão merecido descanso. Sem sonhos.


Maria Anita10:29 PM Comments:
Terça-feira, Janeiro 20, 2004


"I want to know
Have you ever seen the rain?
I want to know
Have you ever seen the rain
Comin' down on a sunny day?"

(Spin Doctor)


Já viu quando o dia está lindo, ensolarado, você planeja um dia na piscina, liga para os amigos pra eles virem nadar, conversa sobre churrasco com o seu pai? Está muito calor, você coloca o menor short que consegue encontrar, anda descalço pela casa, prende o cabelo lá no alto?

Sabe quando você está tão animada, até toca o violão que fazia muito tempo que você não pegava... Limpa seu guarda roupa, seus tenis, dá banho nas cadelas... Você vence seu medo de cancer de pele e prepara para manter o mega bronzeado que você pegou no mar...

Sabe quando tudo vai dar certo, é verão, Bob Marley no som e você já comeu metade de uma melancia...

Seus amigos chegam e de repente, de repente, chove.

Primeiro grosso, frustrante, feroz. Com trovões, com violencia, pra você sair correndo pelo quintal pegando os tenis que você lavou... E ficam você todos dentro de casa falando de tudo que podia ter sido, aquela tarde maravilhosa, terminam escutando coisas tristes sobre segundas feiras e chuva...

Até que o céu vai abrandando, a chuva vai ficando fina e fria,perdoando a aliteração sem proposito. Aí você repara que o sol continua firme lá, que ele só estava escondido se protegendo da chuva.

O mundo se abre num arco-íris lindo. E você sorri.

E procura de novo aquele cd do Marley.


Post conjunto com o Get me away


Maria Anita2:58 PM Comments:
Sexta-feira, Janeiro 16, 2004


" But, you're chasin' the ghost of a good thing
Haunting yourself as the real thing
It's getting away from you again
While you're chasin' ghosts "
Dashboard Confessional


A felicidade é feita de nuvens. De areia fina. A felicidade é liquida, neonio, hélio, mercúrio.

A felicidade não se pega.

Estou tendo dificuldade com o conceito.

Quero algo concreto. Algo como um corpo. Algo como uma palavra dura.

Cansei dessa volatilidade toda. Cansei de esperar pelo que nunca vem.

Sou Quixote ( e quem matou?), obviamente avançando contra moinhos de ventos, em minha loucura transformados em monstros.

Vivo a vida como um sonho, um teatro, uma ilusão.

Penso que quando cair no mundo, o tombo será irreparavel.

Enquanto me espero acordar, a felicidade, gasosa, foge das minhas mãos.

E a tristeza tem raizes profundas.


Maria Anita11:52 PM Comments:
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004


Radiohead é muito bom.

E de forma estranha, eu só escuto de madrugada. Quando me falta o sono. Quando eu não quero dormir.

Incomparável.

Para começar, Pablo Honey, bem suave.





Pablo Honey tem Creep. Creep que seria capaz de fazer qualquer um chorar. Creep para todos os desajustados. Todo mundo que só quer a perfeição, mas no fim, não é possivel. Nunca é possivel.

Pablo Honey tem Thinking about you, que me faz sorrir toda vez. Por causa do ritmo harmonioso e do refrão lindo.
E a revolta do I've been thinking about you, so how can you sleep?

Pablo honey é lindo. E nem é o melhor CD.

Porque depois tem The Bends. Meu preferido durante muito tempo.




Fake plastic, que me faz chorar toda vez. High Dry, pra quando nos tornamos algo avesso a nós. Just, que é absolutamente fantastica, porque o que dói realmente, é que fazemos isso conosco mesmo. And that is what really hurt.

E depois, enfim, OK Computer, o imbativel.





O classico. O melhor cd desde, bem, nem consigo me lembrar... Karma Police, Let Down... Let down é perfeita. No surprises. Paranoid Android. Os anos noventa, uma geração inteira, num albém unico. Nos arranjos aparentemente desescontrados. Naquela voz estranha.

Com Kid A, dizem que Radiohead fracassou. Mas é tudo questão de se acostumar. De por o CD e deixar tocar, muitas e muitas vezes, um dia, assustado, você vai ver que tudo faz sentido. É só escutar How to disapear completely e Everything in it's right place. É só prestar atenção.





Amnesiac é o que eu menos gosto. Mas tem seus classicos. You might be wrong. You and whose army.




E depois, o ultimo, Hail to the thief. Lindo, lindo.




Se você não gostar da primeira faixa, escuta de novo e de novo e de novo. Presta atenção no ritmo. na voz. Em tudo. A wolf at the door, a ultima, é a que melhor exprime medo que eu já escutei. Backdrift parece que você vai se afogar.

Não há como ir errado com Radiohead. As letras, o som. Aquele impressão de que se está parada, acima de tudo, numa bolha. Ou correndo, ou assustado.

Com Radiohead sempre há algo incomodando. Algo irritante. Algo absurdamente coerente com a realidade.




E se você nunca tentou. Dá uma chance. Começa devagar, com as simples.

Não há como não se apaixonar.

Principalmente quando tudo que você mais precisa é dormir e no momento, isso te parecer muito, muito dificil.






Maria Anita2:33 PM Comments:
Terça-feira, Janeiro 13, 2004



"Vou deixar a vida me levar
Pra onde ela quiser
Seguir a direção
De uma estrela qualquer
Não quero hora pra voltar não
" Skank


Às vezes imagino que estou num rio, em uma canoa sem remo. É noite limpa e eu penso em contar todas as estrelas. O rio vai calmo e eu posso sentir o movimento suave de milhares de litros d'agua abaixo de mim. Se eu pensar nisso muito tempo, logo fico com sono e durmo.

A vida podia ser assim, fácil. Podia ser como o rio que me leva a noite. Eu não teria que me preocupar com nada. Tudo seria bonito e ligeiramente tedioso. Tudo traria uma sensação de conforto e esperança, para quando o dia chegasse. Porque o sol raiaria cedo, me acordaria e então, finalmente, eu teria que chegar em algum lugar. Mas eu sempre durmo antes de chegar nessa parte.

Antes, eu andava de patins e dava cambalhotas no ar. Antes eu pulava muros e subia em arvores muito, muito maiores que eu. Antes eu rolava na areia e matava assassinos imaginários. Antes eu pegava minha bicicleta sem marchas e rodava todo o bairro. Antes eu não tinha nenhuma preocupação.

Acho que sofro da sindrome de Peter Pan.

Penso que cresci. Penso que é uma droga mesmo. Penso que tudo tinha que ser como antes. Ou como depois. Não como agora. Queria que a vida me apontasse a direção. Que eu não tivesse que pensar em nada. Fazer nenhuma escolha. Só me deixar ser levada.

Quando eu estava na praia, ficava parada na areia, a maré vazando. Se você ficar parada na areia muito tempo, a mar leva seu chão. Você sente o mundo desabar devagar, logo você está num pequeno buraco feito pelos seu pés parados e o mundo que se move.

O que eu aprendi com o mar é que você não pode ficar parado enquando o mundo se move, senão, um dia, você não tem mais no que pisar. Não tem apoio.

O segredo é ir com as aguas, aonde elas quiserem te levar.

E só voltar quando elas quiserem te trazer.


Post conjunto com o Get me away




Maria Anita11:35 AM Comments:
Domingo, Janeiro 11, 2004


"I'm going back to the start"**
Coldplay


Então, voltei.

Mais cedo do que esperava, sem perspectiva para partir de novo.

E eu queria ir. Queria ter umas férias só pra mim. Para descansar de todo mundo.

Porque, perceba, até quem você ama, de vez em quando cansa.

Eu queria ir embora de novo. De trem, porque sempre tive um tesão por trens.

Eu me imagino, mochila nas costas, camiseta amarela, shorts, e o tenis vermelho de praxe. Imagino o trem partindo devagar, fazendo aquele barulho de trem. Imagino a janela aberta, porque desta vez eu escolheria o prazer ao inves da praticidade. Imagino óculos escuros, maquina fotografica, ruffles e coca cola. Imagino chuva, mas não frio.

Penso que seria melhor não ir sozinha, levar um amigo seria legal, o Gabriel, a Thallita, o Bruno, Jota, Vivien, Lu... Ou mesmo a Danila, o Matheus, o Rafa, a Luciana... Mas depois reconsidero, essa viagem tem que ser sozinha. Essa viagem tem que ser para eu sentir falta de tudo. De cada um. De cada lugar que deixei em casa.

Depois eu pararia em algum lugar, numa cidade pequena, sem mar. Com aquelas casas velhas com histórias de fantasmas. Um rio enorme, ruas de paralelepipedo. Um quarto de hotel bem pequeno. Hotel fazenda seria melhor. Cavalos, jet ski, gente.

Então eu pegaria o mesmo trem, num vagão de numero cabalistico, ou 13 ou 7, quem sabe 3. Iria para um lugar grande, com festas, shows e teatro. Nos momentos sozinhos eu escreveria cartas como diario de bordo e o tempo passaria rapido.

Eu iria sem rumo, até onde o trem me levasse.

Compraria presentes pequenos para todo mundo. Tiraria fotos com os amigos que fizesse no caminho, com as pessoas que encontrasse. Conheceria gente nova. Gente de outra cor, com outro sotaque. Que coma outro tipo de comida, beije com outro tempero, sorria com outro tipo de sol.

Eu andaria muito e ficaria muito tempo parada num unico café. Desenharia, porque sinto falta de desenhar.

Desenhar mesmo, com lapis B de numeros diversos. Com uma borracha macia. Com os dedos manchados.

Eu não ligaria pra ninguem, mas às vezes, sentiria vontade.

Resistiria. Eu estaria voando e minhas asas pouco acostumadas doeriam.

Então o trem chegaria na sua estação final. Daria o ultimo apito.

E eu voltaria nele. Sem paradas. Voltaria com saudade no peito.

Voltaria pra casa.



** Estou voltando ao começo


Maria Anita8:11 PM Comments:
   PERFIL
  Nome: Maria Anita
  Idade: 19 anos
  Cidade: Algum lugar entre Goiânia e Uberlândia
  Curso: Medicina
  Signo: Câncer
  Comida: Chocolate vale?
  Bebida: Algo doce


  BLOGS AMIGOS
  Gabriel(Get me away)
  Thallita(Just for a girl)
  Dani(Blog da Dani)
  Camila(Caixa de Pandora)
  Ieda(Fabulosa e Inútil)
Karina(Beautiful Stranger)
Marina(Formato Minimo)
Bruno(Boka`s Blog)
Jota et al(Incas Venuzianos)
Marcelo(Coçando c'a navalha)
(Primeiro livro)
Iara(Shutdown)


  LINKS LEGAIS
  X fonte
  Lyrics
  Radiohead
  Snoopy
  Google
i-eu
Argumento
Hotmail


ICQ: 163662654

fale comigo

Meu humor atual - i*Eu

Arquivos


Thakira
Blogger Brasil




.............Regras...........

1)Negue, negue sempre
2)Obedeça a lei do menor esforço
3)A culpa nunca é sua
4) Culpe sempre quem está do lado




"





Já Li e Recomendo

Apanhador no Campo de Centeio
1984
Harry Potter(s)
Ligações Perigosas
O Hobbit
A Hora da Estrela
Dom Casmurro
O Cheiro de Deus
Quincas Borba
As meninas
A morte e a morte de Quincas Berro d'agua
Crime e Castigo
A volta do parafuso
O pequeno principe
A noite escura e mais eu
Diario de Anne Frank
O Mal Estar na civilização
O xango de Baker Street
O grande garoto
Em algum lugar do passado
Primeiras Estórias
Vidas Secas
Feliz ano velho
Insustentável leveza do ser
O retrato de Dorian Gray







Vale a pena porque a alma não é pequena

O rei Leão
Beleza Americana
Filadelfia
Estranho no ninho
Fabuloso destino de Amelie Poulin
Clube da luta
Central do Brasil
Amnésia
Três formas de amar
O talentoso Ripley
Casablanca
Os excentricos Tennenbauns
Será que ele é
E o vento levou
Império do sol
Bonequinha de luxo
Inteligencia artificial
Magnólia
O sexto sentido
Telma e Louise
Cidade de Deus
Conta comigo
Os outros
Matrix
Deuses devem estar loucos II
Esqueceram de mim
Molin Rouge
Chicago
...


Meus Deus, por que me abandonaste?
Se sabias que eu não era Deus
Se sabias que eu era fraco
(Carlos D. de Andrade)