Sete Faces
Terça-feira, Abril 27, 2004
"Nem se atreva a me dizer do que é feito o samba, nem se atreva a me dizer" Los Hermanos
Nada como um mistério.
Não um mistério opressor, difícil, angustiante.
Não um mistério que machuque.
Estou falando de mistérios desses suaves, que você passa horas pensando com um sorrisinho na boca.
O que será que ele diria, que faria, como será a textura do cabelo, como será o rosto do meu filho, a voz, como é que essa maquina funciona, como uma pessoa constrói um pensamento. Mistérios maravilhosos... como seria pegar numa nuvem, ser uma árvore, voar, viajar no espaço. Como seria se pudéssemos fazer mágica. Se fossemos gêmeos. Se perdêssemos a memória. O gosto duma fruta exótica.
Certos mistérios é que fazem a vida valer a pena.
As coisas que você nunca vai saber e as que você tem uma esperança imensa de um dia descobrir.
Os mistérios se multiplicam como células metastáticas e se não for assim, que graça?
Precisamos de detalhes para desvendar
E nem se atreva a me dizer, eu quero descobrir sozinha.
PostConjuntocomGetmeaway
Maria Anita11:40 PM
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Domingo, Abril 25, 2004
"Familia, famila, almoça junto todo dia, nunca perde essa mania" Titãs
Esse fim de semana foi inteiro familiar.
Meus primos, a festa de um ano dos filhos dos amigos, brigadeiro, bolo, docinho e a Xuxa.
Saí com a Rafa e a Lu e o Matheus ficou em casa com a cara de quem estava muito cansado, com razão.
Quase não vi meu pai, que está de plantão ininterrupto desde quarta a noite.
Como ele suporta, está além de mim.
Me sinto culpada e inútil por ficar em casa sem fazer nada.
Minhas tias vieram de São Luis e estão aqui pro almoço.
Um almoço que cheira bem.
A vida segue bela e fresca.
Obrigada.
Maria Anita11:42 AM
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Quarta-feira, Abril 21, 2004
"i'd rather not speak right now,
i'm remembering ... something" Grandaddy
Quando eu penso em certas coisas dá vontade de destruir os pratos de porcelana da minha mãe.
De quebrar os vasinhos chineses meigos. De rasgar as fotografias dos mortos e dos vivos espalhadas pela casa.
Quando lembro de certas coisas da vontade de furar os quadros que eu demorei meses para pintar. Por fogo nas velhas cartas, nos velhos livros.
Quando lembro de certas coisas da vontade de chorar até dormir, encolhida no sofá amarelo da sala que ninguem usa porque é novo.
Da vontade de por os pés sujos nas paredes brancas, de deitar molhada em lençois recém lavados. De quebrar os espelhos, as janelas e aquele relógio que eu sempre adorei. De riscar o carro, os cds e até aqueles discos raros. Aquele com um cantor de Jazz que já morreu.
Algumas idéias são tão tristes e se recusam sempre permanentemente a se irem que talvez a solução fosse só reconstruir tudo de novo.
Sofrer uma amnésia completa e recomeçar da destruição. Recomeçar das ruinas que eu mesmo fiz.
Conseguir deixar para lá todos os mal feitos. Tudo o que fiz errado.
Da vontade proteger todos que deixei na chuva. De me retratar com quem falhei. De dizer o que calei em outros tempos.
Porque eu era tão idiota ontem.
E o pior é que sei que amanhã serei idiota hoje.
E não sairei nunca do círculo em que me meti. Do Oroubus.
Da eternidade de erros e pequenos pecados varridos para baixo da cama.
Todas as minhas felicidades acontecem quando eu não estou olhando. Nem percebo e quando vi passou.
Minhas tristezas duram poucas horas e caio de novo numa espécie de alegria branda ou uma melancolia suave.
Sigo inteira morna até o proximo pensamento desconcertante. A proxima decepção que me sufocará devagar até que eu a enterre com meus outros corpos.
Com os outros esqueletos bem escondidos.
Rezem por eles.
Eles me assombram de noite e me dão vontade de destruir coisas belas.
Eles me fazem querer começar sem as manchas que criei pra mim.
E sigo impossibilitada de começar de novo.
Impossibilitada de esquecer e de lembrar.
Parada num hoje quase inteiramente feliz se não fosse a sombra do ontem e os ecos dum amanhã quase assustador em suas possibilidades.
Maria Anita6:03 PM
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Segunda-feira, Abril 19, 2004
" O desejo da medicina é prolongar a vida, restabelecer a harmonia. Mas a cura nunca é o retorno a um estado anterior" Paulo Schiller
O céu, pela janela do quarto, é bem azul e bonito.
Minha vida, pela mesma janela, é estranhamente comum.
Todos os aspectos do meu mundo estão preenchidos, todos os papeis ocupados por atores competentes em atuações belíssimas. Hoje, em minha vida, não falta nada.
Eu tenho companhia, quem abraçar, quem reclamar, brigar, ir ao cinema, sentir falta. Tenho quem me deixe angustiada, quem me dê frio no estomago, quem me faça olhar acusadoramente para o telefone. Tenho para quem pedir colo, pedir carinho, compreensão. Tenho com quem falar, com quem estudar, com quem ficar a toa. Tenho quem amar, quem perdoar, quem pague minhas contas. Tenho com quem brincar, com quem jogar vídeo game, com quem nadar, desenhar, lembrar dos velhos tempos. Tenho com quem sair e até com quem beber se eu bebesse. Tenho pra quem mandar emails, pra quem escrever, pra quem bloggar. Com quem aprender, a quem ensinar. A quem atender, quem me atenda.
Na verdade, o que falta mesmo na minha vida, sou eu.
Falta aquela entrega, aquela coragem. Tenho comigo a covardia imensa dos que vivem sempre com os dois pés atrás.
Eu queria ser tão mais, mas tenho medo.
Tenho medo que me machuquem, não posso evitar.
No meu mundo de um só ninguém podia me ferir. Mas nesse meu mundo de muitos, esse mundo completo, existe milhões de possibilidades. Minha cabeça acusa possibilidades para todos os lados. Como posso viver direito pensando no próximo buraco que vou cair?
O que falta na minha vida é eu parar de olhar pro chão e começar a notar mais os lados. Começar a ver que talvez o risco da dor valha o risco da vida.
Ainda não decidi.
Ainda sou covarde.
Ainda tenho medo de confiar muito.
Porque se eu me machucar pode até ser que eu me recupere, mas a verdade é que a cura nunca é o retorno a um estado anterior.
E eu estou bem assim, obrigada.
Post conjunto com o Get me away
Maria Anita10:07 PM
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Domingo, Abril 18, 2004
"I left my home yeah, yeah
Where I should go?" The vines
Gripei.
Estou com saudades da minha mãe. Do meu irmão. Do meu pai.
Estou com saudades do cheiro lá de casa. Dos vizinhos.
Da alegria interesseira das minhas cadelas.
Com saudades da Luciana, da Chida, da minha cama.
Estou com saudade das coisas. Da piscina, da internet a cabo, dos domingos na casa da Raquel.
Estou com saudades das minhas tias.
Do sol. De não ter nada pra fazer.
Com saudades das ruas de Goiânia.
Do mundo do lado de lá do rio.
E eles ainda não querem colaborar comigo.
Não querem mudar a prova de dia e me deixar ir. Me libertar.
Gripei...
E que droga essa prova de patologia que não passa, esses virus, essa Uberlandia que subitamente cansou.
Maria Anita1:41 PM
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Terça-feira, Abril 13, 2004
"Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar"
Paulinho Moska
Eu quero saber a verdade.
Eu, defensora da causa que a verdade, somente a verdade nos libertará.
Quero que tudo seja sincero e cara a cara. Que os fatos sejam contados e recontados para todos os que precisam saber.
Quero que a verdade não seja alvo de pequenas fofocas e maledicências. Quero que seja respeitada, bem cuidada. A verdade é para que pensemos sobre ela. Para que possamos tomar alguma atitude.
Eu quero também que a verdade não doa. Que a verdade só traga beleza e felicidade. Que a verdade seja sempre construtiva.
Porque se a verdade magoar eu não quero mais. Se doer, quero ser protegida dela. Quero ser poupada. Quero outro mundo para eu viver.
Como se fosse uma agulha, que pode até te fazer bem depois que o remédio fizer efeito, mas vai doer na hora da picada. As vezes o bem do remédio não vale a dor da picada.
Eu me preocupo em não me machucar. Da dor a gente só quer que ela pare.
...
Eu quero a verdade doa a quem doer. Custe o que custar. Odeio que me mintam. Sempre me sinto mal, defasada, triste. Como se me subjugassem.
Mas a cara de minha coroa conta outra história e antes que eu perceba, já nem sei mais o que pensar.
Post conjunto com o Get me away
Maria Anita9:25 PM
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Sábado, Abril 10, 2004
O engraçado é que minhas mãos ainda estão tremendo, como se eu fosse uma espécie de viciada. Estão tremendo muito e o Aurino, do Bar, ficou olhando estranhamente pra elas enquanto eu lhe entregava o dinheiro.
Ele perguntou alguma coisa sobre a faculdade e Uberlandia, mas minhas pernas pareciam pesadas e eu só queria que ele desse a maionese logo. Eu queria ir almoçar.
Meus dedos estão tremendo igual no dia da Olga. Quando eu os apontei pra cima fazendo um Primeiro que parecia um Não, de tanto que tremia para um lado e para o outro. Como uma vara verde.
Ontem choveu e eu dormi com a minha mãe, na hora da novela.
Ignorei a laranja do lado esquerdo do rosto e saí para comprar o Estetoscopio e a Lanterninha e o Esfig.
Tentei comer o bacalhau, que estava gostoso. E não tomei o analgésico.
Tomei o Antibiotico e o Antiinflamatorio e outros anti que nem vem ao caso.
Mas suportei a dor que meus dedos tremulos acusaram pro dono do bar.
Os Malvados foram pra Terra. Foi bem estranho ver eles lá.
Os Cult Wannabe estão on line. Vale a pena.
O Jota postou do Kurt, e a foto que ele queria está nesse site.
O dia vai seguindo bem lento e tonto e talvez eu durma, quando eu cansar de usar o pronome na primeira pessoa.
Talvez eu começe a referir a mim mesma na segunda pessoa. Porque na terceira já está muito batido com os megalomaniacos do mundo.
E pra fechar bem um post tão nada a ver.
"Faço o melhor que sou capaz para viver em paz"
Tanana-NAM
Los Hermanos
Maria Anita1:26 PM
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Sexta-feira, Abril 09, 2004
"I can't explain, you would not understand.
This is not how I am.
I have become comfortably numb." Pink Floyd
Ainda estou mole. Meus dedos passeiam lentissimos pelo teclado.
Minha mente parece nublada, meu corpo é estranhamente desconfortável à mim.
Meu rosto está inchado, parece que englobei uma laranja ao meu lado esquerdo.
Paciencia. Quatro sisos a menos.
Nem doeu.
Quase chorei lá na cadeira do dentista. Não de dor. Eu estava anestesiada. Alta. Indefesa.
Acho que por isso me deu aquela vontade de chorar. Considerei aquilo como uma violação. Uma perda intima.
Foi tristissimo.
Depois todos aqueles remedios. Odeio remedios. Não consigo engolir direito. Eles ficam presos na minha garganta.
Foram os remedios que me deixaram assim, lenta, caída na cadeira. Os remedios que viraram meu estomago.
Hoje dormi por cinco horas depois que acordei. Ainda estou de pijamas.
Não vou tomar mais analgesico nenhum.
Que doa, foda-se.
Eu me quero de volta.
Maria Anita5:38 PM
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Terça-feira, Abril 06, 2004
"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A
maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas
com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige-se. E quem
gosta de nós quer que sejamos alguma coisa que eles precisam.
Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não
merece. E nem ao menos posso fazer o que uma menina semi-
paralítica. Embora alguma coisa em mim diga que somos todos
semi-paralíticos. E morre-se, sem ao menos uma explicação. E
o pior - vive-se, sem ao menos uma explicação"
(Clarice Lispector)
Hoje é um dia feliz.
Amanheci tão cansada. Amanheci querendo faltar CCAS. Faltar o professor bonzinho que fala com sotaque portenho e até tenta, mas realmente não consegue vender seu peixe. E numa sala de aula o mais importante, mais do que ter o peixe pra vender, é a lábia necessária.
Definitivamente nada de lábia no professor. Mas eu gosto dele.
Enfim, paciência zero, mamão no café da manhã, fui, a contra gosto. Mais dormindo que acordada. Mais múmia que humana.
Fui porque era seminário dos meninos e eu tinha que ver o Maligno falar. Mesmo que depois o professor nos esperasse.
A verdade é que depois da decisão tomada o destino seguiu o caminho indicado.
A patologia continua estranha e assustadora, mas eu marquei todos os filmes que quero ver na TV a cabo esse mês.
O Francês estava chato, mas depois eu vi quem eu queria que ver.
O pastel estava horrível, mas o seminário foi bom.
A Rachel e o Ross terminaram no almoço, mas a Mônica e o Chandler ficaram noivos no Prime Time.
E choveu. Do nada. Lindamente. Tudo ficou cinza e as flores com aquele ar pesado e satisfeito. Molhei a barra da calça e as meias.
Fez frio e deu mais sono.
Perdi Gia.
Coisas ruins aconteceram.
Boas também.
A vida é assim mesmo, inexplicável e absurdamente lógica em suas próprias regras.
Ou algo que o valha.
Post conjunto com o Get me away
Maria Anita10:13 PM
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Segunda-feira, Abril 05, 2004
"I love myself better than you" Nirvana
A morte do Kurt me deixa triste por motivos infinitos.
O corpo dele ter sido descoberto só três dias depois de seu suicídio é o que mais me dói. É o que mais indica a solidão imensa em que ele tinha se metido. Achado pelo eletricista, encanador sei lá... Onde estavam os amigos dele? A esposa (hahaha)? Onde estavam os parentes? Os repórteres?
Como foram deixar ele morrer sozinho lá?
Fico pensando na heroína naquele sangue. Nas marcas no braço. No cansaço, na depressão. No público que sempre exigia, fazendo seu papel de público. Despersonificando.
Creio que o Kurt era uma daquelas pessoas que precisavam desesperadamente de alguém ( Não da Courtney Love, é certo). Uma daquelas pessoas incapazes de se manterem sozinhas. Ele precisava de alguém que perguntasse quanto tempo fazia que ele não lavava o cabelo e que quando ele respondesse que nem fazia idéia, essa pessoa tinha tirar suas roupas e leva-lo até a banheira, como se ele fosse uma criança bem pequena e não soubesse como fazer ainda. Ele precisava de alguém que esfregasse suas costas, ensaboasse sua cabeça, o colocasse nos seus pijamas de cowboy. Alguém que o mandasse pra cama. Que o obrigasse a dormir.
Que não deixasse ele sozinho com insônia de madrugada. Que não deixasse as agulhas a seu alcance.
O Kurt precisava de alguém que cuidasse dele.
O problema é que é tão difícil exigir tanto de uma pessoa. É difícil ser tão dependente. Onde encontrar tanta abnegação em outro ser humano? Nos pais, se forem bons pais. Talvez nos irmãos.
Mas eu não estava falando de sangue. Estava falando de amizade e independência.
Ninguém devia ter que acabar como o Kurt quando existe tanta gente a sua volta.
E é isso que me deixa mais chateada.
Maria Anita9:29 PM
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Quinta-feira, Abril 01, 2004
"Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação." Carlos D. de Andrade
Querida Mary,
Esse é o trecho de um poema lindo do Drummond. Um poema que sempre me lembra que é preciso viver sempre. Que é preciso seguir em frente. Que coisas acontecem, mas a vida é isso aí mesmo. É difícil.
Eu queria, Mary, poder ter feito algo para te ajudar. Alguma coisa útil, palpável. Mas não pude. É a distancia, o tempo, os quilômetros, o fio tênue do cabo do telefone. É a minha incapacidade intrínseca de ajudar as pessoas. Eu não sei o que falar, Mary. Não sei o que fazer.
Desculpe se falhei, queria ter feito mais.
Queria ter te feito acreditar que vale a pena, querida.
Que não existe um melhor, que somos todos nós vindos do mesmo barro. Que vamos, todos nós, para o mesmo chão.
Queria ter te feito acreditar que você vale muito mais do que imagina. Muito mais. Que você pode muito mais do que pensa. Que você me incentivou numa época importante de mudanças e isso eu nunca vou esquecer.
Você acreditou em mim. Você me apoiou sempre.
E eu sinto que por mais que eu tenha dito você não acreditou em você. Você tinha que ter acreditado em você. Eu acreditei. Eu te disse.
Eu queria ter te convencido, Mary.
Sinto tanto que não consegui.
Nesse novo ano que começa pra você, olha que gracinha, no dia Primeiro de Abril, quero que você seja só sorrisos.
Quero que você ganhe milhões de livros maravilhosos de presente. Que reveja Matrix. Que fale com suas mães e resolva todos aqueles problemas.
Que tenha fé na vida. É importante ter fé na vida. É importante acreditar que tudo vai ser bom.
Queria que você aproveitasse o mar da Bahia esse ano. O sol. O Olodum.
Queria que você fosse tão, tão feliz que seria quase insuportável.
Queria que você soubesse que não é preciso saber o que comentar, só der ver os seus pontinhos característicos já fico feliz.
Que te desejo um grande, um maravilhoso aniversário.
Que Arquivo X sempre será especial porque me fez conhecer pessoas como você, que me trouxe novos amigos.
Não tenha medo desses 19 anos que chegam. Teus ombros suportam o mundo. Não fui eu que disse, foi Drummond, e nele a gente tem que acreditar.
Muitos beijos,
Parabéns,
Da sua amiga
M.A.
Maria Anita9:50 PM
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